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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Desenhar é...



Desenhar é…
Começo assim porque olhamos para um esboço, um esquiço, um desenho belissimamente arte finalizado e pensamos - que belo era, que intenso foi, o que a partir daqui será - e raras são as vezes em que pensamos, desenhar é…
Desenhar é bom, desenhar é intenso, desenhar comove-nos, desenhar liga-nos.
Quando olho para o Modelo, para os seus olhos, para os lábios entreabertos na ternura ténue de um sorriso – estou mais lá do que alguma vez estive ou estarei.
Quando traço o movimento das asas de um pássaro e numa linha descrevo o seu voo…  Estou lá como nunca!
Quando texturo uma parede rugosa, lacerada pelas máculas do tempo que passa, recortada por um céu que corre, meu Deus, como corre; estou cá, estou no aqui e no agora.
Desenhar também é isto:
Ser. Estar. Fazer.
Para além do registo, da beleza que imprimimos no papel, no engenho e talento que fica por muito tempo desvelado (quem dera, às vezes, para sempre…) no desenho sente-se vida.
No desenho há vida, muita, sobretudo fora do papel.

Há quanto tempo não desenhas?

Falta-te talvez uma caneta à mão… e quem sabe, um Tailored :)


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Pocoyo Vitruviano























Para quem não conhece a figura, e muito sucintamente, Pocoyo é uma das personagens mais giras, educativas e emblemáticas do mundo dos desenhos animados.

Trazê-la para o mundo de Vitrúvio ou para a evocação da criação “da vinciana” sobre o Homem e a escala do humano é, justamente, dar a este artefacto tecido em lã pela Jú, a justa dimensão do afeto que nele foi investido e, em cada nó, entrelaçado.

Este Pocoyo Vitruviano, para além do material e tempo investidos, é fruto de centenas de manhãs a sorrir debruçados sobre um café, um pastel de nata e o crescimento dos nossos filhos.

É vindima destas centenas de despontares do dia a sonhar nos sorrisos deles e, enfim, a procurar pontes para lhes entregar, em carta aberta, esta mensagem: “Amo-vos muito, pelo que são, em todos os momentos, hoje, agora, sempre!”

Não tarda estaremos a falar, quem sabe, do Homem Aranha, em renda de bilros, ou de uma capa em crochet para o novíssimo Ipad!


O Pocoyo Vitruviano tecido, atenciosamente e com uma infinita ternura, pela Jú, é um pouco isso, esse Amor intemporal que cuida dos nossos pequenos grandes Amores nos ínfimos e deliciosos detalhes, mesmo nas (sobretudo nas!) formas mais inesperadas.

N.Q.